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Dos rios que não cruzei... não sei!

20 de abril de 2014

Espírito domado




Espírito domado



Não acredito em ilusão
mas faço minha realidade
não alimento a discussão
ainda que perceba a maldade

e que me venham os clichês...


não acredito em liberdade
quando o que sinto aprisiona
esta história de saudade
sofrimento
não me causa insônia

não me restaram lamentos
e pouco importam... os clichês...

não acredito em harmonia
uso as mesmas palavras
sem nenhuma ironia
sentida ou não, sem farpas

acabaram-se as aspas

e que outros venham... se quiserem
clichês sedentos deste universo
onde me rasgo, me esfrego

sei onde mora a magia
escondida numa floresta
já vi nascer poesia
num regaço iluminado por pedras

onde me espalho, me acho
espírito domado
livre no espaço
me faço... eco, som... mormaço.



Dhenova
20/04/2014

6 comentários:

  1. Que beleza. Amei. Adoro poemas que abrem meu apetite. Beijos

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  2. Coisa boa, Poeta! Feliz aqui com a leitura! Beijos

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  3. Olá, Andréa!
    Não sou poeta, mas gosto de poesia. Mas poesia assim ... resolvida, desanuviada. Detesto aquelas nuvens negras.
    Bjs
    Marli
    Blog da Marli

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  4. Que bom, Marli, que tenhas gostado. Obrigada e sejas sempre bem-vinda ao meu cantinho! Beijos

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  5. Quando encontramos a magia, nos desnudamos para nós mesmos, conseguimos passar para o outro algo mais, além dos clichês: incisivo, voraz, inspirador. Linda poesia, Dhe!

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  6. Grata, meu amigo, melhor ainda é quando conseguirmos ser lidos assim, de forma tão profunda, sincera e inteligente! É um incentivo! Beijão

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