Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

24 de fevereiro de 2014

mais becos e muros...

mais becos e muros


vida passando
por becos
batendo
em muros
desfaz
segredos

medos

sedentos

sedes

sanguinolentas...

vida passando
por ruas
iluminadas
sol amarelo
num céu sem fumaça

vida
vida
vida

que
passa...

e para

tua poesia
desflora
o âmago
tua libido
cala-me
a boca
inaudível
desejo
fere e fere
sensações
nada amorfas

tempo

morte
morte
morte

talvez renascimento?

último lance
ou outro canto lamento...


Dhenova

SLS24/5/2011

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