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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

11 de fevereiro de 2014

Eu sei...


Eu sei

A chuva cai, fina e fria, e abre com maestria o último dia do ano... foi um ano de perdas, e ganhos, um ano incomum, tão densos foram os dias, que passaram, e passaram, e passaram... e deixaram marcas disformes naquele muro cinzento... isto, cinza, foi pelo cinza que comecei a escrever, foi pelo recorte que vi da janela, céu cinza chumbo, chuva em pingos magros, água em poças, que se espalham, se espalham, e forma rios... é o último dia deste estranho ano... e sinto a terra engolindo mágoas, banhando as sujeiras, tentando fechar as feridas e, confesso, tenho medo de represálias, alguns sentimentos não se reciclam, ou existem ou não... amanhã será o primeiro dia de um outro ano, o que sou me cabe no momento, amanhã eu não sei, e não preciso saber, isto me alivia, não quero o estresse de me conhecer inteira, sei de meus objetivos, tento ver as falhas e buscar o caminho, sei também que quase nunca consigo, mas tento, estou disposta a me reconhecer inclusive com todos os erros... quero a densidade desde que ela seja pura, quero mascar goma e fazer balãozinho pra vida, e dar muita risada no fim de cada dia... se não for assim, não tem que ser... a chuva ainda cai, fina e fria, e a manhã surge, escura... aqui o sol surgiu de repente... desfilou no quarto... sentou à minha frente... e agora preciso ir...

Dhenova
(jan/2012)

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