Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

25 de fevereiro de 2014

Ao meu modo

Ao meu modo

Má notícia não quero tão cedo
faço do meu ardor a grande viagem
na vida escrevo meu enredo
Sou dada a espionagem

deixei ao léo o falso segredo
o riso forçado e o choro contido
quero mais razão e menos bobagem
e quero a honrosa coragem
de viver sem ter morrido

A nostalgia enxergo no horizonte
em sua infinitude impalpável
Já não me iludo com a fraca certeza
Só busco no amor a constante beleza

Entrego a paixão ao instante
e, se sou errante em minha destreza,
ao menos, sou fiel à minha natureza.


(Dhenova & Michelle Portugal – 26/12/09)

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