17 de janeiro de 2014

Retorno do verbo amar

Retorno do verbo amar


Gira o tempo que faz transformação
Guerra velada em sonhos de paz
Sela a vida com olhos fechados
Aprendo com a morte que me refaz

Gira a roda da vida, sofrida no dia
Encarcerada a alma fica, nua
Quero a oração escrita na lida
Deixar de ser apenas mais uma...

Em dias nublados sou embarcação
Cabelos soltos, respiro o ar gelado
sol de primavera, flor colhida a mão
A emoção de ser fruto e pecado

Em dias de sol fui alegoria na mata
Jurada de vida, enfim quis morrer
Fiz da razão a tentação barata
nascendo criança, não mais quis crescer...

Deixo meu leito e te procuro num beijo
Deixo marcas de unhas na sala
Me pego abrasada em tanto desejo
Orgulhosa paixão que não se cala

Deixo meus brados e deito em colinas
Deixo pegadas na areia do mar
Me encontro parada entrando em teus olhos
Ofegante retorno do teu verbo amar.


Larissa Vaz e Dhenova
20/2/2011

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