Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

22 de janeiro de 2014

Pegada



Pegada


Vibra em mim a batida mais forte
desejo que arde, coragem e vontade
de ver minha sorte em tuas pegadas

sob o efeito de um staccato
eu desenho nos vidros os cortes
corações que sangram, dispersos
sensação de triunfo e medo...


vibra em mim o último acorde
da sinfonia mais triste em dó
tudo acontece sem nenhum alarde
situações que se criam sem nós

em pequenos beliscões... pizzicato
sinto arrepios pelo corpo
vejo a forma de um lago
e a ilusão vindo em bolhas


vibra em mim o tom mais grave
a voz em meu ouvido
sentimento tão belo, benigno
emoções que passam vínculos

vibra em mim o toque mais leve
dedos nos meus amarrados
vibra em mim o legato
e já não penso o contrário.


Dhenova
(jan/2011)

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