Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

17 de janeiro de 2014

Espinha na Garganta

Espinha na Garganta

Há um aro pendente
entre os dedos
e nos cabelos
fios de esperança
quebradiça

Há um corte rente
na cutícula
e na mente
imagens retorcidas
pela vida

Há um perfume doce
pelo quarto
e nos pulsos
adorno de aço
marca o laço

Há um tom acidulado
na voz
e na garganta
uma espinha pontuda
espeta
os
nós

Lena Ferreira e Dhenova
16/05/2011

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