Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

16 de dezembro de 2013

Canto Sedento

Canto Sedento

Um dia, um homem viu
no horizonte
uma estrela e um anel
de diamante

Um dia, uma mulher previu
o tempo
um caminho e uma ponte
um levante

Um dia, um amigo sorriu
para o sol
uma luz e um lamento
o canto sedento

Um dia, um ser encantado
tateou na madrugada
um contato com o alto

Um dia, o ser de amor
sorrirá já sem dor
iluminará a noite
enobrecerá o tempo
esquecerá os momentos

Partirá sem medo.

Dhenova - Audiverimus
julho/2009

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