Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

8 de outubro de 2013

Sem manhas




















Sem manhas


Quero sentir teu corpo
colado ao meu, todo
quero o passeio das mãos
completo, inteiro, eterno
quero teus lábios na nuca
para um beijo menos terno
quero sentir o grave abraço
capaz de alcançar o íntimo
quero encontrar no teu beijo
mais que qualquer desatino
quero o suor da tua pele
sentido nas minhas entranhas
quero que me invadas breve
esquecer todas as manhas
quero o sol na janela
depois do sublime rito
quero a lua sem cela
iluminando a dança
quero dar-te o que posso
pacto mágico de esperança.


Dhenova

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