7 de setembro de 2013

Silêncio Branco

Silêncio Branco


as notas reverberaram nas paredes brancas
emolduraram com arte cada canto
as letras dançaram até ficarem tontas
e ouviu-se o último som já sem pranto

e veio o silêncio
daqueles que descansam
nem verde nem vermelho
branco apenas,
um silêncio branco
daqueles que se amam

o céu amanheceu sem nuvens
e no horizonte viu-se luz
outrora nascera tão cinza
hoje mostra glória, já sem cruz

e era hora de partir, navegar outros mares
mas havia um tímido sonho à deriva
ressaltado pela paixão de olhares
como um abrigo em dia de chuva

mas a tempestade trouxe com ela o vento
clareou a visão, mostrou as verdades
e a nau começou o movimento
o sonho afogou-se no mar de vaidades

e o barco da vida segue seu rumo...

trará com ele a âncora certa
neste intenso mar de descobertas
um porto que ainda seja seguro.


Dhenova

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