19 de agosto de 2013

Rotas

Rotas

nada de medo
as pedras pontudas
merecem respeito
mas meus braços
movimento involuntário
tomam as rédeas
do voo livre
nada de medo
o mar crespo
quase amarelado
indica o caminho
sou só emoção
trilha vazia
solidão

nada de medo
as pedras merecem respeito
meu coração também
este que quase sai do peito
ao imaginar um aceno
vindo do além...

além do mar

não olho à volta
quase chego à borda
do abismo sem fim

nada de medo
o abismo merece atenção
atiro-me bem no meio
e guardo a sensação.

Dhenova
29/12/2010

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