Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

12 de julho de 2013

Clichê

Se eu não entendo não sou eu se sou eu entendo menos e se menos ainda sou eu entendo menos, entendeu? algo assim como eu sou eu e entendo que não entendo que sou eu que entendo, ainda não entendeu? lerdo, hein? é assim, eu entendo que sou eu que não entendo nada e ainda entendo menos ainda o menos que entendo... sacou agora? deixa p'ra lá...

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Clichê

... não gosto de falar de mim, me causa arrepios, me deixa aflita e sem querer esbarro na rima, mas a rima na narrativa é considerada eco, não? 

É tarde e não sei responder... tudo tão confuso. 

Escuto os ecos da minha consciência, aquela mesma que não me interessa falar aqui... é, então não falo... falo do desespero de não ser estrela e sim cometa, um clichê, um ‘enorme’ clichê (redundante?)... assim como aquele que diz 'não me conceituo porque assim me limito', mentira, não se conceitua porque não sabe quem é... 

é, eu sei o que escrevo, porque também não sei quem sou... quem sabe? Sei que os outros sabem mais de mim do que eu, mas não me preocupo, quem precisa saber tudo..? inconsequente? Pode ser... E daí, então se calo e não me desespero..? não quero  a compreensão do todo, não quero o chão também e daí? 

No chão? É no chão acontecem as coisas, lá embaixo de tudo... é quando o que vem de cima torna tudo tão leve, e se descobre que esse 'o quê' vem dos lados e que em cima ou embaixo nada existe... é aí, neste instante, que deixo de ser o que sou... e sou o que era. 

Quem sou? 

Não sei, sei só do clichê.


Dhenova

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