15 de junho de 2013

Instantes...

Instantes...


São isto: instantes.

Desvios de ida,
sem trilha antiga,
tudo tão sem motivo
tão feio o antes

tudo sem brilho
o preto no braço,
no laço e na fita,
sem qualquer medida...

Quero voar agora
pelas tardes dos teus olhos,
pousar nas noites dos teus lábios
e acordar regada da tua beleza.

desejo levitar ainda
encontrar o meio do labirinto
fazer do ato única certeza
e ter teu corpo faminto

anseio calar amanhã
minha voz nas vielas da tua língua
ouvir o eco da nova cantiga
e ter amor o resto da vida.

Dhenova

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