Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

15 de maio de 2013

Mãos

Mãos

Quando as mãos se encontram leves
impossível não ouvir as batidas
ao redor a ventania arrefece
e do coração podem ser ouvidas

no peito o ar quase falta, breve
sorrisos perfeitos, em devaneios
dedos entrelaçam-se, elo forte
acabam-se todos os anseios

olhares que se cruzam intensos
bocas secas, vermelhas as bochechas
mundos diferentes e imensos
são coisas do cupido e suas flechas

e as mãos permanecem unidas
esperando o feliz final da história
numa viagem só de ida
o amor sincero fica na memória.

Dhenova
15/05/2013



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