29 de maio de 2013

Asas Azuis, com Danniel Valente

Asas Azuis


Há uma infinita tristeza
que vem do luar
e uma distinta beleza
que está no amor.

Toda tristeza de poeta
converte-se em lua nova,
como a beleza pousada no voo da borboleta
assim, sem prova.

A borboleta, a paixão não nega
num esvoaçar errante
e suas lástimas fazem parte do dilema.

O poeta doa-se... numa entrega
num perdoar constante
e suas lágrimas já são partes do poema.

E esse som, uma orquestra na floresta
ensina a borboleta
a esperar mais do universo.

E o dom de edificar a palavra
devolve ao poeta,
asas azuis de borboleta livre...
a sina de ser maior que seus versos.


Dhenova E Danniel Valente

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