25 de abril de 2013

Colheita


Colheita

Colhi as últimas flores do jardim
enquanto a chuva fina molhava o tempo
no céu a lua brilhava como marfim
e o inverno chegou com sentimento

ali, entre margaridas, amores-perfeitos
rosas vermelhas e girassois
cinematográficos foram os beijos
que os pardais deram, e pediram mais...

lá fora, enfim, a grama ficará seca
as folhas se espalharão pelo pátio
chegarão até as tristes cercas
ultrapassarão a calçada num passo

Então, a terra estará pronta
para semear novas sementes
e a próxima colheita será farta
para os pássaros nada silentes.

Dhenova

23 de abril de 2013

Teus olhos


Teus olhos


São olhos negros os teus
e me fitam na madrugada
deixam o ruim ao léu
para continuarmos na estrada

são olhos negros os teus

são olhos cândidos os teus
e me deixam apaixonada
busco na tua doce visão
reflexo para minha alma

são olhos negros os teus

são olhos intensos os teus
e me deixam apavorada
não consigo libertar-me
dessa paixão desenfreada

são olhos negros os teus

e os meus?

só castanhos, eu sei!


Dhenova

12 de abril de 2013

O que a vida tem de melhor



O que a vida tem de melhor

O segredo

Q ue a vida
Ú nica, dolorida
E nsina à gente

A enfrentar os medos

V em de dentro
I nfalível
D omina os sentidos
A paz de espírito

T olhe ressentimentos
E ncarcera a raiva
M inimiza lamentos

D os seres cativos
E ncerra tormentos

M ágoas, brigas
E squecidas, desaparecem
L iberta a alma
H á só calma
O melhor da trilha
R esgate da autoestima.

Dhenova

10 de abril de 2013

Um rondel


Um rondel

Se eu fosse uma flor
Seria a mais singela
Pois sou dada ao amor
E também à quimera

Eu perfumaria a terra
E conduziria o calor
Se eu fosse uma flor
Seria a mais singela

Cantaria a doce canção
Ao  amanhecer do dia
Da mais intensa emoção
Seria mais forte poesia
Eu versaria com ardor
Se eu fosse uma flor.

Dhenova

7 de abril de 2013

Ardores do Vento


Ardores do Vento

Oh, vento denso e cortante
cruzas o céu de flores secas
buscas no véu a aspereza
fazes do verso tola demência

Dantesco vento, vil e vibrante,
que o tudo de vida, tu secas,
com tua inclemente dureza
de ardores em tua essência...

Mas é quando viras só brisa
que encontras dormente verdade
nas palavras suaves da poetisa

E brisa te fazes, e brilhas,
pungindo mil docilidades,
que na lânguida tez paralisas...

Dhenova & Ânderlo Strwsk

4 de abril de 2013

Por onde andei? Não sei...


Por onde andei? Não sei...

Andei passeando entre vãos escuros do íntimo, vasculhando recônditos, amassando, picando papeis velhos, limpando as gavetas, separando tesouros. Jogando fora dúvidas e sofrimentos.
Andei mascando fumo pra amainar a dor, sentir prazer em determinados momentos, mas só fiquei com dentes amarelados, um peso na cabeça danado e tudo continuou bizarro.
Na estante da vida, venho empilhando livros vazios faz algum tempo e deixando os de poesia numa só pilha. Agora guardarei os clássicos numa caixa bem em cima, e deixarei jornais velhos e revistas no meio. Embaixo, aqueles que marcam no tempo. E espalhados pelo quarto, meus pedaços, poemas, prosas, dilemas... no banheiro, meu caderno de rascunhos em cena.
Andei observando a vida passar sofrida, e só tenho chorado meus erros... desisti, agora, de ser triste, quero o sol mais brilhante, quero a estrela, mesmo que a lua seja minguante.

Dhenova

2 de abril de 2013

Era apenas um livro...


Era apenas um livro...

A ideia era ser um conto de fada
mas foi breve e sem final feliz
Também poderia ter sido fábula
mas faltaram os bichos
e a moral da história, a danada
Quem sabe um conto
de Tchecov ou Poe
mas não havia enredo latente
nem tampouco final surpreendente

Mas foi aí que as páginas
entraram pela janela
voando, com graça e beleza
cheias de emoção
e nostalgia
foram se ajeitando
uma a uma
firmes e com alegria...

No final, era apenas um livro
de poesia.

Dhenova
21/6/2010

1 de abril de 2013

Alegoria


Alegoria


Era quase covardia
tanta emoção
alegria
ao ver-te feliz
em boa companhia

Era quase nostalgia
tanta canção
harmonia
ao saber-te aprendiz
de tanta sabedoria

Era quase poesia
tanta negação
mentira
ao notar-te juiz
de nova alegoria.


Dhenova
22/1/2011

EU TE AMO


EU TE AMO


E nquanto imagino teu dia
U ma brisa quente toca a face

T e busco na poesia
E sparramada pelo quarto...

A lcanço estrelas, cometas
M e lanço inteira ao vento
O amor explode... e arde!


Dhenova
27/02/2011

Quem me acompanha...

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