Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

11 de março de 2013

Um dia


Um dia


Se um dia eu perder o rumo
numa destas esquinas frias
espero que a sombra do muro
não me faça de arredia

Se um dia eu ganhar o asfalto
e esquecer o tal beco escuro
vou querer a emoção no alto
e deixar a traição pra vida

Se um dia eu recuperar a dança
e encontrar de vez a esperança
então a vida será completa
repleta de sons, tons
e poesia à beça.


Dhenova

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