13 de março de 2013

Sou poeta


Sou poeta

sou poeta quando chove
gotas frias na janela
escorrem tão tímidas
brindam de luzes a cela

sou poeta quando a lua
chega mansa no horizonte
escrevo frases cruas
absorvo o instante

sou poeta quando o vento
arremassa-se desvairado
grita surdo os lamentos
espalha-se livre pelo prado

sou poeta quando o sol
brilha quente no quarto
esparrama-se no lençol
mostra claro o retrato

sou poeta quando piso
em terreno sagrado
nua e de pés descalços.

Dhenova

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