Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

7 de março de 2013

Sina


Sina


Eu vejo a montanha mais alta
o pico branco da neve
o voo da ave de rapina
plumagem negra e leve

Quem sabe da vida que trago nos olhos?

Eu sinto a brisa fria do mar cinzento
sem maresia, sem ira
o pôr do sol cada vez mais lento
e a rotina do dia a dia

Quem sabe do amor que carrego no peito?

Eu quero o corpo rijo e quente
o beijo de adeus molhado
nesta relação tão inerente
pura sedução e pecado

Quem sabe da dor, do calor e desejo?

Eu escrevo em linhas apagadas
todo o sentimento que me vem
com a pena já adulterada
sei que não conto com ninguém

Quem sabe da poesia que cala nos dedos?

Eu não sei.


Dhenova

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