Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

5 de março de 2013

Foi então que eu vi...



Foi então que eu vi...


Foram tantas as janelas
vermelhas, verdes
azuis, amarelas
cobertas de flores

foram tantos os riscos
em gestos absurdos
trilhos imundos, impuros
vistos por ali sobre o muro

foram tantas as farras
canções pela madrugada
céu aberto, estrelas raras
tanta gente (in)feliz

foram muitos os erros
apostas em crenças tolas
pouca noção, desespero
solidão crescendo em bolhas

foi então que eu vi
as janelas da vida
tão coloridas
e soube quando partir.


Dhenova

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