Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

8 de março de 2013

Final de Estação


Final de Estação


Mais uma estação chega ao fim
Fica no ar apenas a brisa fria
as folhas debruçam-se em desordem
ao redor dos bancos da praça
e nada mais existe, nada

Mais uma poesia inacabada
deixa o olhar triste, opaco
as cores murcham nos vasos
e a solidão que nunca foi aprendiz
promete mais um momento gris

Mais uma primavera em mim finalizada
agora é apenas limpar os arredores
ajoelhar no jardim bem agasalhada
e enfim replantar todas as flores.


Dhenova

3 comentários:

  1. "ajoelhar no jardim bem agasalhada
    e enfim replantar todas as flores." Recomeçar! Tocante e lindo, Dhê...Parabéns. Beijo de brisa!

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  2. Grata, amiga... é, recomeçar é um dom dos seres humanos, vale a pena sempre apostar nisso.

    beijo de amor

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  3. Que venha outra estação... e mais uma...outra... até que novamente - a primavera!!!

    Beijos =)

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