Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

4 de março de 2013

Coração de Vidro


Coração de Vidro


Arranho o vidro
mas sem desespero
viver muito é vício
muro tingido de preto

tenho asas coloridas
que garantem o sonho
tenho unhas azuis
que marcam o contorno

coração desenhado no vidro
um aceno à lua
adeus sem sentido
deixou minh'alma nua...


Dhenova
20/1/2011

Um comentário:

  1. Lembrei-me dos corações que desenhamos nos vidros das janelas, quando está ressoado e faz frio!
    Poderíamos enchê-lo de borboletas que nos levasse muito longe e onde os corações ganhassem asas e nunca mais fossem de vidro!
    Gostei do teu poema.
    Bj
    Graça

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