Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

28 de fevereiro de 2013

Sem sentido


Sem sentido

Quando uiva o vento
e os raios na hora
fazem do céu
a sua glória
Penso na força da natureza
tenho medo da certeza

Quando a vidraça
sente a pressão
não farão diferença
os golpes da emoção

Quando a água vira açoite
de repente, tudo é noite
o coração busca conforto
no copo de vinho
na leitura do livro,
no íntimo...

e, agora, lá fora
nada mais faz sentido.

Dhenova
28/11/2009

Nenhum comentário:

Postar um comentário