Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

15 de fevereiro de 2013

Rastros e Restos


RASTROS  E  RESTOS

R ecolhi do tapete
A lgumas letras vadias
S oltaram-se das correntes
T rôpegas, fugídias
R esgatei falsos vocábulos
O rganizei em fichários
S oletrei baixinho ao diabo

E moções e descobertas... e calei

R efiz a trilha à direita
E ncontrei meu ninho
S abotei então o ego
T ransformaram-se os restos
O s laços do universo
S alvaram-se pelo caminho.


Dhenova

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