Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

28 de fevereiro de 2013

Não me ofereça flores


Não me ofereça flores


Não me ofereça flores
nem mesmo rosas
ainda que vermelhas
não me venha com prosa

não me ofereça as cores
trago chagas abertas
nas mãos as dores
de tantas descobertas

não me ofereça os braços
nem se ajoelhe, ser alado
posso tropeçar no salto
e não negar o abraço

não, não me ofereça nada
espere que eu cure
a alma tão machucada
para encontrar o lume.


Dhenova

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