Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

19 de fevereiro de 2013

Mais uma rosa...


Mais uma rosa...

No amanhecer azulado
deito o rosto
na areia rosada
e fico ali
parada...

sol redondo
num céu cinzento
percebo o verde
da minha haste
suspiro um lamento

e fico ali
parada...
tão apaixonada
tão nada...

na areia rosada
sol redondo
céu cinzento
e eu ali...

a todo o momento
sentir no chão
o grito

erguer, alavancar
na areia rosada
o mesmo sol redondo
e eu ali... parada

então, descobri...
era só mais um sonho
de uma rosa banida
sem jardim, sem dono.


Dhenova

Nenhum comentário:

Postar um comentário