Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

12 de fevereiro de 2013

Fim da História

Fim da História


Que se fechem os portais
e a Terra permaneça afastada
Que se quebrem os elos abissais
sustentem-se os fracos com suas cargas

Que os relâmpagos finquem o chão
e a energia seja suficiente
O corpo estranhará a invasão
luz que alcançará a mente

Que a chuva forte lave os pastos
enquanto montes e serras são reorganizados
Escorram os pingos por matas e asfaltos
e o destino escreverá atravessado

num caderno marcado

Que o vento arranque as notas
dos que cantam as memórias
Vozes voarão nas madrugadas
lamentarão velhas glórias

e as almas serão enfim libertas
num quadro desenhado em sépia
pendurado na parede das idas
ilustrando o fim da história

simbolizando a despedida.


Dhenova




4 comentários:

  1. Amei o ritmo, as imagens, o conteúdo. Lindo tudo...É isso!

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  2. Bom te ter aqui, amiga minha. Amo muito.

    beijo

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  3. Demais mesmo....e forte....quase um 'apocalipse'.

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