Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

16 de fevereiro de 2013

Alegria das águas


Alegria das águas

Observo a cachoeira
círculo redondo que abriga
águas claras na beira
no fundo, onda escura que liga

Observo os pássaros
eles voam ao redor
alegres procuram laços
incansáveis do eterno amor

Observo a queda
pingos que se espalham
na alegria das águas
esconde-se por fim o barro

Observo os buracos na rede
fugiram os peixes dourados
energia solar os manteve
aprisionados na borda do lago.


Dhenova

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