Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

20 de janeiro de 2013

X


X


Escuto cada passo
sinto nos ouvidos
frenéticas batidas
como som de cascos
a gosma abraça a cintura
o trote lento e certo
nos olhos o vermelho
respiração ruidosa
ensaiado sorriso
verde absoluto
delírio?

Boca muda
silêncio que irrita
consome, agita
o melhor guia

silêncio feito de sal
e agonia.


Dhenova
(Meus silêncios verdes)

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