Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

6 de janeiro de 2013

Uma música simples de flauta, com Diogo Fernandes, filho da Lua


UMA MÚSICA SIMPLES DE FLAUTA

Felicidade não se compra no mercado
Nem mesmo se pede fiado
Não se barganha com o funcionário
Felicidade não é costume diário

Felicidade não se conquista no grito
Não se impõe com ataque
Nem mesmo se concede no apito
Felicidade não é tolo achaque

Felicidade é liberdade nas ventas
Dia claro e fim de tarde corada de sol
Não se pode explicar em versos
Nem mesmo nos cantos de meu arrebol

Felicidade é sorriso de criança peralta
É flor aberta pós-tempestade
É música simples de flauta
É o abraço e o calor sincero de amizade.

Dhenova e Diogo Dias Fernandes
janeiro 2010

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