24 de janeiro de 2013

Um alento


Um alento

Não quero o corte
a falha, quero a sina
mas não a navalha
Saber da vida toda
fazer o pedido
e ainda assim
ser repreendido

Não quero a alienação
beleza e canção
são prioridades
sei que há verdade
na chama acesa
mas já apaguei a vela
agora é a luz
do sol poente

Não quero o pecado
nem mesmo a perfeição
fujo da emoção fingida
quero mais do dia
da ida, e ver a cor
do imaginário

Sei que não sou certo
e nem esperto
tampouco otário
saio quase sempre ereto
cordialmente correto

Vejo a solução lá fora
ao longe, na aurora
Sei da porta aberta
mas fazer o quê?

Sou poeta.

Dhenova
30/8/2010

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