Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

1 de janeiro de 2013

Semeando sentimentos


SEMEANDO SENTIMENTOS

S orvi do destino
E ncantamento divino
M ergulhei na paixão
E sperando só emoção
A lcancei o pecado
N unca querendo o fato
D escartei a doce semente e
O rgulhosa, segui em frente

S ó esqueci que na vida
E m preto, branco ou cinza-chumbo
N ão há amor sublime sem sentido
T ambém não há dor sem conflito
I nimagináveis campos floridos...
M ergulhei, então, os sentimentos todos
E mbebidos na água mais pura
N ascimento e germinação futura
T raduzindo na minha cura
O s desejos coletivos
S oerguendo, com louvor, os castelos coloridos

Dhenova

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