Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

7 de janeiro de 2013

Requiem


Requiem

E o tempo se esvai... escorre pelo vidro, e lá fora ouço os gemidos de uma chuva fininha e insistente, chuva fria, que molha a alma, que se entranha, busca calma... faz frio lá fora, num dia cinzento e pouco poético, a umidade que a tudo corrompe, suja, destrói... e a música que toca, uma sinfonia de Mozart, invade os cômodos, partes de mim que se partem... e o tempo que se esvai pelo vidro num ínfimo, e a vida que arde já sem sentido... nenhum.

A.Yunes

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