Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

29 de janeiro de 2013

Porta da Frente


Porta da Frente

Quando a porta da frente se fechou ao acaso
fiz da louca emoção um breve momento raro
esperei que a conversa sanasse a ferida
encontrei nova ilusão no instante da vida

Quando a janela lateral bateu de repente
vislumbrei o futuro e a saudade cinzenta
vi o pó dos móveis criar a bruma na mente
imaginei a solidão cruel, feroz e violenta

Quando a outra janela se abriu delicada
permiti que a luz dourada entrasse na sala
e percebi a conquista da paz almejada

Quando a tortura de ser criatura abriu o portão
tive a alma mais pura, envolta em candura
e buscar minha cura foi a grande paixão.

Dhenova
dezembro 2009

2 comentários:

  1. As portas são tantas...Mas as trancas e cadeados só mesmo a dona põe e tira...

    Amei, poeta, amei!

    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Mais que certo, amiga querida!!!

    Beijo no coração

    ResponderExcluir