Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

6 de janeiro de 2013

Nenhum mal


Nenhum mal

Sinto o toque gelado
meu corpo espichado
no mármore frio
esparramo o perfume
no brilho avermelhado
dos teus lábios
e sinto o macio
da vida que ri

então
deixo-te ir à luta
nenhum anjo de candura
faria o que fiz
deixo-te ir à caça
nenhuma esperança
nos conduz à luz
deixo-te ir...
nenhum mal te açoitará
enquanto eu estiver aqui.


Dhenova

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