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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

9 de janeiro de 2013

Liberta

Liberta

Derrubei meus muros
com as mãos limpas
destruí pedra e concreto duro
prazer em libertar-me das sinas

Carreguei entulhos, joguei na rua
enchi várias sacolas de plástico
com mágoas, dores e dúvidas
que foram levadas, sem nada de trágico

e ainda sobraram algumas palavras tão duras
que engoli sem pressa
vomitei um chão de estrelas
criei então nova cerca

Toda de madeira branca
bem baixa para o arcoíris pousar
invadir o quintal e a casa
e me encontrar em pé, inteira, livre pra amar.

Dhenova
9/1/2013

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