Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

30 de janeiro de 2013

IV


IV

Balancei a bandeira
vermelha e esperei
cartas seladas ali
tão quieto aguardei

por dias...

Chacoalhei a bandeira
a esmo, com vigor
corri como louco
pra escapar do horror

por meses...

Arrastei a bandeira
por todos lugares
molhei meus pés
em vários mares

por anos...

Rasguei a bandeira
em frente ao altar
da deusa do amor

eu, prisioneiro do mar.


Dhenova
(Jorrando)

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