Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

15 de janeiro de 2013

III


III

O ácido que consome
é esbranquiçado
deixa uma rota de fogo
no íntimo
amaina as vertigens
virulentas, e sublimes
alcança o destino
a garganta 
sai pelos olhos em riste
encontra a parede
fria e verde
e escorre quente até o chão
silente.


Dhenova
(Meus silêncios verdes)

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