Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

25 de janeiro de 2013

II


II


Dancei envolta num véu
corpo nu arqueado
trancei o cabelo vermelho
mostrei o rosto em quadros

dancei à lua...

dancei envolta em nuvens
num horizonte escuro, mas límpido
desfeitas foram todas pontes
desenhados os aneis de saturno

dancei ao mar...

dancei envolta em ondas
lambidas dadas na pele
coroada pelas sombras
busco o sol mais leve

dancei às estrelas

dancei faceira
esquecida da esmola
fiz do dó a nota
tornei-me feiticeira...

dancei.


Dhenova
(Jorrando)

2 comentários:

  1. uma combinação perfeita, uma explosão da imagem poética que manifesta-se dentro de cada verso, assim, simplesmente encantador. Parabéns, abraço

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  2. Grata demais, amiga... desculpa a demora! Beijão

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