14 de janeiro de 2013

II


II

Os pés 
transformam-se em pedra
mármore alaranjado
as mãos são espadas prateadas
lanças finas do íntimo dourado
o torso ereto, calcificado
deixa a cena congelada

os dedos magros apontam o céu
ave branca surge do monte
sem viés e sem dor
rasga o brilho do horizonte
paira sobre a estátua
a cor amarelada

de repente, outra vez o verde
invade o recorte
deixa a obra terminada
pó sobre pó
e mais nada.


Dhenova
(Meus silêncios verdes)

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