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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

14 de janeiro de 2013

I


I


O silêncio me invade gelado
faca rasgando a face pálida
e não há mais sangue
apenas uma cratera escura
desenhada com giz azul
aparece como figura
tão difusa na escuridão
buraco aberto, funil
rasgo sem seda
uma aberração

o silêncio que me invade, gelado e verde
sem piedade ou redenção.

Dhenova 
(Meus silêncios verdes)

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