Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

22 de janeiro de 2013

Horizonte Violeta



Horizonte Violeta

A mulher olhava pela janela
buscava o horizonte violeta
não havia flor mais bela
nem tampouco as borboletas...

A mulher insistia no mito
e no intenso olhar vazio
o bem disperso no infinito
e o novo como antigo vício

A mulher queria ser livre
encontrar a mais torpe canção
dessas que o tom é medíocre

E também amansar o coração
a procura sempre do ínfimo
e só então desvendar a emoção.

Dhenova
07/02/2010

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