Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

13 de janeiro de 2013

Fio de Nuvem


Fio de Nuvem

Apresenta-se a alvorada
escuro dá lugar ao claro
dor partiu em retirada
hoje encontro meu amparo

Foi-se enfim a madrugada
abro os olhos e vejo anjos
deitados na mesma enseada
eles dormem abraçados
cobertos por crisântemos

Busco então a revoada
deste meu pássaro interno
medo saiu em disparada
quero o gesto mais terno
e não me importa o inverno

equilibro-me num fio de nuvem
num abraço largo ao infinito
dor não carrego mais como bagagem
sorrio ao universo florido.

Dhenova

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