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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

22 de janeiro de 2013

E a poesia?


E a poesia?

E a poesia, onde foi parar?
Talvez na barriga vazia daquele menino sem lar
Talvez no olhar abstrato da musa do retrato
Talvez nos dedos do pianista, tão reservado
Talvez no andar apressado do grande artista...

E a poesia, onde foi parar?
Não sei, meu querido, talvez lá no mar
Talvez esteja nas estrelas, no horizonte,
enfim, na natureza...

Talvez ela volte, um dia
talvez ela venha doce ou medíocre
repleta de rimas pobres, ou ricas
talvez ela nunca mais apareça

e ainda assim, não pretendo esquecê-la.

Dhenova

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