Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

24 de janeiro de 2013

Carrego flores


Carrego flores

Por caminhos tortuosos
magrela anda apressada
não há olhares curiosos
apenas o fim da batalha

Pela subida íngreme
bicicleta do destino
carrega flores do campo
no ar um perfume divino

Pétalas voando na descida
duas rodas, um só guia
sem freios na corrida
até encontrar a poesia.

Dhenova

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