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Dos rios que não cruzei... não sei!

2 de janeiro de 2013

À Rosa


À Rosa

rosa desenhada nas costas
marca da paixão em cobre
vermelho vivo do vestido
cabelo escuro num coque
olhos cobertos de viço
e um suspiro... a morte?

rosa pintada na pele das costas
arrepio que vem do ventre
maciez e brilho dourado
saber do amor e da febre
gemido aliviado
de quem mente... ou sente... só semente?

rosa pintada, desenhada, esculpida
em cada poro, rosa vermelha
vinho tinto ácido que liga
o sabor amargo ao doce gole
uma taça de sonho, de vida... de poesia?

rosa esculpida com sangue nas costas
olhar baço de fera esfaimada
coberta a face por serena mortalha
faz do vício o antigo abrigo
do braço inimigo a força do amparo
faz do céu o manto absurdo
olhos cor de mel que seguem obtusos...

rosa esculpida, desenhada, pintada
na pele das costas, vinho tinto e ácido
rosa vencida por mãos de artista
retratada com cheiro de orvalho
nas costas esculpida... em morte? ou vida?


Dhenova

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