Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

24 de janeiro de 2013

A farra


A farra

A farra foi pelos porquinhos
por um instante esquecida
ao verem o sol pela cortina
e apesar do 'não' firme
não se deram por vencidos

'o quintal está molhado'
D. Porca docemente dizia
'a hora é do almoço
não de rolar no barro'

o fogão era o limite
pensava D. Porca
caso enveredassem por ali
fecharia a porta

Aceitaram com chiados
e partiram pra outros lados

Então, a porquinha
foi ouvir Hannah Montana
aos berros, gritos insanos
e o porquinho rolava no tapete
fazia zum zum com um pano

D.Porca, quase louca
olhava pra outra porta
e pra janela e esperava
o milagre vindo da estrada

Esperava a vinda
da porcona Beth
chique e colorida
a melhor babá da história
firme, engraçada, nada dengosa
cuidava bem da porcalhada
e não era de prosa

mas e a Porcona Beth? Nada...

Após lamberem os beiços
com uma boa macarronada
os porquinhos cansados
buscaram o colo farto
da D. Porca...

nesta hora,
chegava Porcona Beth
e sorria amarelo, vencida
o trânsito uma loucura
ainda mais que era dia
de fazer compras, de fila

Beth viu o sorriso de D. Porca
que acomodou os filhos
no sofá de listras
e ainda beijou os dois
antes de sair pra lida.

Dhenova

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