Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

4 de dezembro de 2012

Vestida de seda, mas nua

Vestida de seda, mas nua

Viro as costas à lua
pés que deslizam no mar
vestida de seda, mas nua
canto segredos e ais

Viro as costas ao vento
areia fina nas pernas
desenha no chão movimentos
apaga com espuma as guerras

viro as costas à noite
escuridão tão sentida
não suporto mais os açoites
feridas que purgam na lida

viro as costas ao tempo
dança azul das águas
procuro agora outro elemento
esquecer o medo, as mágoas

viro as costas à nostalgia
musa que inspira os loucos
perco-me então na poesia
e encontro raiz como poucos.

Dhenova

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