Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

4 de dezembro de 2012

Sem sufoco


Sem sufoco


Traga a palavra
aquela mais plena
livre, venha sorrindo
entregue-se a outro tema

traga versos intensos
atire no círculo de fogo
espera pra ver o dilema
ou só aqueça o seu corpo

traga o discurso afiado
mas que ele faça sentido
seja inteligente e bravo
não seja recalcado ou aflito

traga, enfim, a poesia
aquela que alcançará a todos
que seja de paz, eleve o dia
e tire o mundo do sufoco.


Dhenova

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