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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

29 de dezembro de 2012

Poesia do Medo


Poesia do Medo

Sei da fera que me habita o âmago
    sei do dia
    da noite
    do manto
Sei do grito esfaimado
    ah, sei do estrago

Sei da sorte
    da sangria
    da morte à revelia
sei da farpa na carne
    sangue que escorre
sei da briga
    do corte
    ah, sei da fadiga

Sei da corrente quebrada
    lançada ao rio
sei da ferrugem
    das marcas
    ah, sei da maldita carga

Sei da fera que me habita
    da corrida
sei da vida
    da perda
ah, sei da poesia
    que causa medo
    e me intriga.

Dhenova

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